QUEM SOMOS
O Movimento Amigos do Bem (MAB) é uma iniciativa social e humanitária sem fins lucrativos, criada para levar esperança, dignidade e oportunidades às crianças e famílias das aldeias mais vulneráveis da Guiné-Bissau.
Nascemos da história de superação do nosso fundador, Duarte Sambú, filho de pais pobres e natural de uma aldeia rural, que viveu na própria infância a exclusão escolar causada pela falta de condições financeiras. Sua trajetória, marcada por sacrifício, fé e apoio solidário, tornou-se a inspiração e a força motriz do movimento.
Somos um movimento formado por voluntários, parceiros e membros da comunidade que acreditam que nenhuma criança deve ser impedida de estudar por causa da pobreza. Atuamos especialmente junto às crianças que enfrentam hoje as mesmas dificuldades vividas pelo nosso fundador: longas distâncias até a escola, trabalho precoce, falta de recursos e ausência de apoio social.
Nossa atuação concentra-se principalmente na educação, na proteção da criança, no apoio às famílias vulneráveis e no fortalecimento comunitário, sempre em diálogo com as comunidades locais, respeitando sua cultura e promovendo soluções sustentáveis.
Acreditamos que o bem transforma vidas. Por isso, caminhamos lado a lado com as aldeias, ouvindo, servindo e construindo esperança, com base em valores como amor ao próximo, solidariedade, justiça social, transparência e fé colocada em prática.
O Movimento Amigos do Bem Guiné-Bissau existe para transformar histórias de dor em histórias de esperança, e para garantir que cada criança tenha a oportunidade de sonhar, aprender e construir um futuro melhor.
HISTÓRIA DA CRIAÇÃO
O Movimento Amigos do Bem nasceu do coração das aldeias mais vulneráveis da Guiné-Bissau e está profundamente ligado à história de vida do seu fundador, o jovem Duarte Sambú, filho de pais pobres e natural de uma comunidade rural marcada pela pobreza, exclusão social e ausência de oportunidades.
Duarte Sambú nasceu e cresceu na aldeia, em uma família sem condições financeiras para custear a educação dos filhos. Durante toda a infância, não frequentou a escola, não por falta de vontade, mas porque seus pais não tinham recursos financeiros para pagar a propina escolar. Essa realidade, comum a muitas famílias das aldeias, marcou profundamente a sua vida.
Somente aos 15 anos de idade, movido pelo desejo de aprender e mudar o próprio destino, Duarte encontrou uma forma de iniciar seus estudos. Para pagar a propina escolar, que era de R$ 15 por mês, passou a subir em palmeiras para cortar coco de dendê e caminhava cerca de 21 quilômetros a pé, debaixo do sol escaldante e, muitas vezes, sob a chuva, até a cidade para vender o produto. Todo o dinheiro arrecadado era destinado ao pagamento da escola. Cada caminhada era um ato de resistência, fé e esperança por um futuro melhor.
A sua perseverança chamou a atenção de um missionário, que, sensibilizado com a sua história, decidiu acolhê-lo e apoiá-lo, oferecendo melhores condições para que pudesse continuar os estudos. Esse apoio foi decisivo para a transformação da sua trajetória de vida.
Após concluir o ensino médio em 2011, Duarte Sambú ingressou no Centro de Treinamento Missionário, onde realizou o curso de Missões. Foi nesse período que viveu uma experiência profunda de fé e propósito. Em oração, ouviu claramente a voz de Deus, que lhe disse:
“Eu te escolhi para levar esperança e ser instrumento de transformação de vidas nas aldeias.”
Essa chamada deu origem ao Movimento Amigos do Bem Guiné-Bissau, uma iniciativa voltada especialmente para crianças que vivem hoje a mesma realidade que Duarte viveu na infância: pobreza extrema, fome, doenças evitáveis e exclusão do sistema educacional.
O movimento atua de forma integrada nas áreas de educação, saúde e alimentação, entendendo que a transformação da vida de uma criança acontece quando essas três dimensões caminham juntas. Suas ações incluem o apoio à permanência escolar, cuidados básicos de saúde, promoção da nutrição adequada e acompanhamento das famílias nas aldeias de difícil acesso.
Mais do que assistência, o Movimento Amigos do Bem Guiné-Bissau trabalha para restaurar a dignidade, reacender sonhos e quebrar o ciclo da pobreza desde a infância. A sua história é a prova viva de que quando uma criança recebe oportunidade, cuidado e esperança, toda uma geração pode ser transformada.
PORQUE EXISTIMOS
Nas aldeias mais isoladas da Guiné-Bissau, milhares de famílias vivem cercadas por uma realidade marcada pela dor, pela carência e por um abandono silencioso. Crianças, jovens e adultos convivem diariamente com a fome, a doença e a falta de oportunidades, presos a um ciclo de pobreza que se repete de geração em geração.
Muitas famílias acordam sem saber se haverá alimento suficiente para o dia. A insegurança alimentar é visível nos corpos fragilizados, no cansaço constante e na dificuldade de manter as crianças saudáveis e na escola. Em diversas comunidades, uma única refeição simples precisa sustentar toda a família ao longo do dia.
O acesso à educação continua extremamente limitado. Em muitas aldeias não existem escolas; onde elas existem, faltam professores, materiais básicos e condições mínimas de funcionamento. Crianças percorrem longas distâncias a pé para estudar e, muitas vezes, abandonam a escola porque as famílias não conseguem pagar a propina, comprar cadernos, fardamento ou garantir alimentação adequada. Esse cenário compromete o futuro de toda a comunidade.
A saúde é outro grande desafio que afeta diretamente as famílias. Doenças facilmente evitáveis — como malária, diarreia, infecções respiratórias e parasitoses — continuam a causar sofrimento e mortes. A ausência de postos de saúde, medicamentos e profissionais qualificados transforma pequenas enfermidades em tragédias familiares, deixando marcas profundas nas aldeias.
Além disso, a pobreza extrema obriga crianças e adultos a assumirem jornadas exaustivas de trabalho. Crianças ajudam no sustento da casa, mulheres caminham longas distâncias para buscar água e homens enfrentam trabalhos precários, muitas vezes sem renda estável. A falta de saneamento básico e de água potável agrava ainda mais a vulnerabilidade social e a exposição a doenças.
No meio dessa realidade, aldeias inteiras crescem sem acesso a políticas públicas, sem proteção social e sem perspectivas de desenvolvimento. Sonhos são adiados, talentos permanecem ocultos e a esperança enfraquece diante das dificuldades diárias.
Ainda assim, apesar de tanta dor, essas comunidades carregam uma força impressionante. As famílias demonstram resiliência, solidariedade e o desejo profundo de uma vida melhor. O que lhes falta não é vontade de mudar, mas oportunidades concretas.
Diante da vulnerabilidade social que atinge crianças, famílias e aldeias inteiras da Guiné-Bissau, nasce o MOVIMENTO AMIGOS DO BEM, uma iniciativa de ação social comunitária que atua junto às crianças, às famílias e às aldeias, promovendo:
- acesso à educação;
- apoio à saúde básica;
- segurança alimentar;
- fortalecimento das famílias;
- desenvolvimento comunitário;
O Movimento Amigos do Bem acredita que transformar a vida, passa necessariamente, pela transformação da família e da aldeia. Por isso, sua missão é romper o ciclo da pobreza de forma integral, devolvendo dignidade, esperança e futuro às comunidades mais vulneráveis da Guiné-Bissau.
OBJETIVO
Promover a transformação social e a melhoria da qualidade de vida de crianças e famílias vulneráveis das aldeias de difícil acesso da Guiné-Bissau, por meio de ações integradas de educação, Saúde, alimentação, proteção social, fortalecimento familiar e desenvolvimento comunitário.
Missão
Levar esperança e promover a transformação de vidas de crianças e famílias das aldeias vulneráveis da Guiné-Bissau, garantindo acesso à educação, dignidade, proteção e oportunidades, por meio de ações solidárias, comunitárias e sustentáveis.
Visão
Ser um movimento de referência na Guiné-Bissau na defesa dos direitos da criança e na transformação social das comunidades rurais, contribuindo para um futuro em que nenhuma criança seja impedida de estudar por falta de condições financeiras e em que as aldeias tenham esperança, dignidade e desenvolvimento.